Mais de cinco décadas como aluno do tatame.
Sérgio Honda começou no judô em 1973 — ainda criança, ainda faixa branca. Cinco décadas depois, permanece no mesmo tatame, agora dos dois lados: como atleta de competição na categoria veteranos e como Sensei principal do dojo que fundou em 31 de dezembro de 2008.
Pela seleção brasileira, foram onze participações em Mundiais de Judô — um histórico raro entre brasileiros. Em três deles, subiu ao ponto mais alto do pódio: tricampeão mundial de veteranos. Em 2019, somou ao currículo o título de Campeão Sul-Americano.
Mas o que define Sensei Honda dentro do Judô Honda não está nas medalhas. Está na escolha de manter o dojo como uma família — onde cada aluno é tratado pelo nome, cada graduação é uma cerimônia coletiva, cada viagem de competição reúne pais, irmãos e amigos num único ônibus. O que se forma ali não é só atleta: é caráter forjado em respeito, disciplina e prosperidade mútua — os princípios que Jigoro Kano fundou em 1882 e que o Honda preserva intactos.
Hoje, com mais de 300 atletas formados e o dojo na 18ª temporada, Sensei Honda divide o tempo entre os treinos diários, viagens com a equipe pelo Brasil, projetos sociais que viabilizam a prática a atletas de baixa renda e a próxima geração de senseis — muitos deles ex-alunos da casa.